Para especialistas, ritmo de denúncia de Bolsonaro não é irregular
Críticas à celeridade do STF na denúncia contra Bolsonaro são levantadas por aliados do ex-presidente, embora especialistas defendam a urgência do caso. A expectativa é que a análise da denúncia resulte na ação penal em breve, com julgamentos agendados para março.
STF avança na denúncia contra Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe em 2022, causando críticas entre aliados do ex-presidente.
A avaliação é de que o progresso é “atípico” e há expectativa de prisão em 2025.
Especialistas consideram a celeridade do processo adequada, dada a importância do caso.
Na quinta-feira (14.mar.2025), a PGR se manifestou sobre as defesas prévias. O relator Alexandre de Moraes recebeu a resposta e encaminhou a análise para julgamento, marcado para 25 e 26 de março.
O doutor em direito penal, Conrado Corrêa Gontijo, afirmou que a agilidade não prejudica a ampla defesa, sendo essencial que ações penais sejam julgadas sem demora.
O advogado André Marsiglia vê “estranheza” no ritmo, sugerindo motivação política para concluir o processo antes das eleições.
Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, defende a urgência do julgamento por sua relevância, afirmando que críticas sobre celeridade são contraditórias.
Jurista Lenio Streck discorda de que a agilidade seja irregular, indicando que uma tentativa de golpe requer uma tramitação rápida.
Bolsonaristas planejam ações internacionais para desacreditar a denúncia no STF, com o deputado Eduardo Bolsonaro à frente das negociações.
Marsiglia acredita que ações no exterior são mais políticas que jurídicas, enquanto Gontijo afirma que as normas brasileiras garantirão um julgamento justo.
O deputado Eduardo Bolsonaro, vinculado a uma lei nos EUA, busca presidir a Credn, mas enfrenta resistência do PT.