Para salvar o Hooters, fundadores planejam acabar com 'noites do biquíni' e atrair famílias
Restaurante Hooters busca reverter falência e recuperar sua identidade com foco em clientes familiares. Fundadores da rede visam reestruturar a marca, enfatizando boa comida e atendimento, enquanto superam desafios financeiros.
March Madness traz agitação ao Hooters em Clearwater, Flórida, onde Sherrie Lipply, 67, e sua amiga Karen Stevenson, 61, aguardam asas de frango, representando uma tradição de longa data.
Apesar de sua imagem de bar para homens, o local apresenta uma clientela diversificada, incluindo famílias e mulheres. Isso apoia planos de recuperação da rede, após sua falência após uma dívida de US$ 350 milhões.
Neil Kiefer, CEO do HMC Hospitality Group, busca reverter a situação com uma “re-Hooterização”, restaurando a essência familiar da marca. Ele critica decisões anteriores que afastaram o Hooters de suas raízes, como a introdução de novos uniformes que geraram rejeição.
O Hooters foi impactado pela pandemia e enfrenta uma queda nas vendas. Kiefer planeja retomar controle sobre locais da rede, focando em boa comida, bom serviço e reinvestimento nas operações.
Atualmente, existem cerca de 250 Hooters nos EUA, número reduzido de um pico de 400 em 2008. Para combater a imagem negativa, Kiefer enfatiza a importância do envolvimento comunitário e busca atrair mais famílias.
A empresa de private equity enfrentou crescente dívida e controversas mudanças nos uniformes, levando a insatisfação entre franqueados e funcionárias. A HMC passa por desafios enquanto tenta a recuperação e lidar com um cenário econômico difícil.
Aumento no tráfego em algumas localizações desde a notícia da falência pode sinalizar um potencial otimismo para a marca no futuro.