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Paraguai chama embaixador e suspende negociação de Itaipu após denúncia de espionagem

Paraguai reativa tensões diplomáticas com o Brasil ao chamar embaixador e suspender negociações sobre Itaipu. Investigação interna será realizada para apurar espionagem supostamente conduzida pela Abin.

Governo do Paraguai convoca embaixador no Brasil e suspende negociações sobre tratado da usina hidrelétrica de Itaipu. A decisão foi anunciada em resposta a denúncias de espionagem pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

A medida foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, e busca pressionar o Brasil por explicações sobre a operação. Segundo o portal UOL, a Abin teria realizado uma ação hacker para obter informações sobre a renegociação do Anexo C do tratado, crucial para a comercialização de energia entre os países.

A operação teria sido planejada durante o governo de Jair Bolsonaro e executada na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo depoimentos à Polícia Federal. O Itamaraty confirmou o início da operação no governo anterior, mas afirmaram que foi encerrada em março de 2023.

Após a nota brasileira, Ramírez mudou a posição inicial de que não havia indícios de invasão nos sistemas paraguaios, chamando a ação de “violação do direito internacional”. Em resposta, o Paraguai suspendeu por tempo indeterminado as negociações sobre o Anexo C e abrirá uma investigação interna.

O governo paraguaio também solicitará explicações formais ao embaixador brasileiro sobre a operação da Abin. A revelação gerou forte repercussão em Brasília, com a operação hacker utilizando ferramentas como o Cobalt Strike.

Os alvos da espionagem incluíam autoridades do Congresso, do Executivo e do setor energético paraguaio, com informações capturadas meses antes da assinatura do novo acordo sobre tarifas de energia, previsto para maio de 2024.

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