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Paralisação de transportadoras dos Correios cresce e pega 6% do total

Empresas terceirizadas de transporte continuam a paralisação devido a atrasos nos pagamentos pelos Correios, que enfrentam uma grave crise financeira. A situação afeta pelo menos 6% das linhas rodoviárias da estatal em diversas regiões do Brasil.

Paralisação dos Transportes dos Correios

A paralisação das empresas terceirizadas de transporte dos Correios, que começou em 1º de abril, já afeta 6% das linhas rodoviárias da estatal.

Empresários alegam atrasos nos pagamentos, com alguns sem receber em dia desde janeiro de 2025.

Anderson Cleito de Souza Silva, dono da AC Transportes, relata perda de um caminhão e dificuldades financeiras. Vanderlei Gabriel de Souza, de Londrina (PR), afirmou que recebeu menos de 30% do valor devido nesta quarta-feira.

A estatal enfrenta seu pior momento financeiro, com um rombo de R$ 3,2 bilhões em 2024 e prejuízo de R$ 424 milhões em janeiro de 2025.

Os Correios afirmaram que estão operando “dentro da normalidade” e que 6% da frota parou, sendo atendida por frota própria. Reiteraram a realização de pagamentos de forma gradual.

Um grupo de 42 empresas já ameaçou paralisar as entregas e enviou apelos em função dos atrasos. A estatal, quando questionada, atribuiu os problemas a um “problema técnico”.

O presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, é vinculado a grupos que apoiam o governo atual e tem laços com políticos. Ele é conhecido por ser aliado do ex-ministro José Dirceu.

O senador Márcio Bittar solicitou a instalação de uma CPI para investigar os prejuízos na estatal, com 32 assinaturas no Senado.

Desde novembro de 2024, o Poder360 publica reportagens sobre a crise que envolve a estatal e suas consequências financeiras.

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