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Parlamento alemão está mais velho e menos diverso em nova composição

Novo Bundestag toma posse com foco na formação de uma coalizão de governo. A diversidade e a representação de jovens e mulheres permanecem como desafios no Parlamento alemão.

Tomada de posse no Bundestag: Em 25 de outubro, os 630 deputados eleitos para o novo Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão, tomaram posse em Berlim.

Escolha do novo chanceler: A nova legislatura deverá votar para escolher o próximo chanceler federal, que substituirá o social-democrata Olaf Scholz. O provável candidato é Friedrich Merz, da CDU/CSU, que busca formar uma coalizão com o SPD até a Páscoa.

Inauguração: A sessão inaugural foi aberta por Gregor Gysi, deputado mais longevo, com 77 anos. Do lado oposto, Lukas Hoss, de 23 anos, é o mais jovem e promete doar parte de seu salário para ajudar pessoas carentes.

Bancada jovem: O Bundestag conta com 46 deputados jovens (até 30 anos), representando 7,5% do Parlamento. Hoss defende que a presença jovem é crucial para abordar questões relevantes para essa faixa etária.

Baixa representação feminina: A bancada feminina caiu de 36% para 32,5%. A cientista política Ursula Münch afirma que a baixa representatividade está ligada à escassez de mulheres nos partidos.

Classe trabalhadora sub-representada: Apenas 3% dos deputados atuais pertencem à classe trabalhadora. A maioria tem formação em áreas acadêmicas, com 20% formados em Direito.

Representação étnica: Apenas 11,6% dos deputados têm histórico migratório, enquanto 30% da população alemã se enquadra nesse perfil. O Partido Verde lidera em representação de migrantes.

Desafio da representação: O cientista político Andreas Wüst aponta que migrantes e mulheres enfrentam barreiras na política. Hostilidades raciais ainda desestimulam a participação de muitos.

Conclusão: A baixa representatividade de diversas comunidades no Bundestag reflete um déficit democrático, afetando a legitimidade e envolvimento político na Alemanha.

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