HOME FEEDBACK

PCC lava dinheiro em 13 setores da economia do País, enquanto o governo Lula atrasa lei antimáfia

Palestra sobre crime organizado na USP reúne especialistas e autoridades, evidenciando a expansão do PCC no Brasil e sua internacionalização. Promotor Lincoln Gakiya alerta para a necessidade urgente de uma lei antimáfia eficiente para combater a crescente influência das facções criminosas.

Seminário na USP aborda o crime organizado

Um grupo de policiais militares assistiu a uma palestra do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, voltada ao combate ao crime organizado, especialmente ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O evento, promovido pela Cátedra Oswaldo Aranha, reuniu especialistas no tema.

Gakiya destacou que o PCC se tornou hegemônico no Estado de São Paulo, caracterizando suas ações como atos terroristas. A facção, segundo o promotor, é responsável pela queda nas taxas de homicídio, não por maior controle de armas, mas pela criação da pax mafiosa nas comunidades.

A organização passou a internacionalizar suas operações, expandindo seu tráfico de drogas e estabelecendo conexões com grupos insurgentes como as Farc. O promotor alertou que não há organizações que façam frente ao PCC, nem dentro do sistema prisional.

O controle do PCC se estendeu a vários setores da economia, incluindo postos de gasolina e empresas de construção. Gakiya defende a criação de uma lei antimáfia que centralize a luta contra o crime organizado e propõe medidas como o bloqueio preventivo de recursos suspeitos.

O governo está preparando um projeto de lei que ainda não foi finalizado devido a disputas internas. Gakiya e outros especialistas pedem um combate mais eficaz ao crime organizado, que transcende níveis locais e exige cooperação internacional.

O procurador italiano Giovanni Melillo também participou do evento, destacando que o PCC é uma ameaça transnacional e enfatizando a necessidade de esforços conjuntos para combater a criminalidade organizada, que possui raízes profundas na economia e sociedade.

Leia mais em estadao