PEC dos Precatórios pode causar “calote perpétuo”, dizem especialistas
PEC dos Precatórios gera temor entre especialistas por desrespeitar decisões judiciais. Críticas apontam que proposta poderá transformar pagamentos em dívidas sem prazo, afetando especialmente aposentados e pequenas empresas.
Especialistas com preocupações sobre a PEC dos Precatórios (66/2023)
A proposta, defendida pelo governo, é considerada um risco de “calote perpétuo”.
A PEC altera a forma de pagamento de precatórios, dívidas reconhecidas pela Justiça.
- Revoga o prazo de quitação.
- Cria um modelo sem data limite para pagamento.
- Limita o pagamento anual a um percentual da receita de cada ente federativo.
Críticos alertam que isso pode postergar os débitos indefinidamente.
O governo visa acomodar uma despesa de R$ 12,4 bilhões com salário-maternidade.
A decisão do STF, em julho de 2025, assegura o beneficio aos que contribuíram apenas uma vez para o INSS.
Além disso, há intenção de internalizar o estoque de precatórios da União no Orçamento por 10 anos com parcelas anuais de 10%.
Com o afastamento do relator da PEC, existe o risco de emendas serem rejeitadas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação em 2º turno e deve definir novo relator.
Riscos apontados por especialistas:
- A PEC enfraquece o cumprimento de decisões judiciais.
- Torna credores, como aposentados e pequenas empresas, vulneráveis.
- Alívio fiscal é a curto prazo, mas compromete a transparência orçamentária.
- A alteração na correção monetária para 2% ao ano fará os credores perderem dinheiro.
Gilberto Badaró, advogado especialista, e Luiz Fernando Casagrande Pereira, presidente da OAB do Paraná, criticam a proposta, indicando que ela representa o “calote mais grave” da história.