Pejotização, atraso e modernidade
Ministro do Trabalho critica pejotização, mas especialistas defendem que seu uso pode aumentar produtividade. Discussões sobre novas relações de trabalho ganham destaque enquanto o STF aguarda determinar o futuro dessa modalidade de contratação.
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, critica a pejotização, afirmando que sua aprovação pelo STF provocaria uma catástrofe na arrecadação de impostos.
Marinho ignora que a pejotização consiste na contratação de profissionais especializados como pessoas jurídicas, não como funcionários CLT.
O conceito de pejotização, segundo Marinho, é visto como fraude para evitar obrigações trabalhistas, mas essa visão não considera as transformações nas relações de trabalho impulsionadas pela tecnologia.
Desde a mudança nas leis trabalhistas em 2017, a pejotização tem sido cada vez mais utilizada para aumentar a produtividade e competitividade, não apenas para reduzir custos.
A partir de 2022, aumentaram os pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício, o que levou o STF a suspender julgamentos sobre o tema até nova decisão.
O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, defende a terceirização e a modernização das relações de trabalho, criticando as ideias conservadoras de Marinho.
Especialistas como José Pastore e Sylvia Lorena afirmam que a pejotização é uma relação civil pautada pela liberdade contratual, ressaltando a necessidade de resolver disputas na Justiça Civil.