Pequim restringe investimentos de empresas chinesas nos EUA em reação às tarifas de Trump
Novas restrições da China visam limitar investimentos em empresas americanas, em meio a intensas tensões comerciais. Medidas podem impactar negociações com o governo Trump e gerar incertezas no mercado.
A China impôs restrições a empresas locais que desejam investir nos Estados Unidos, visando aumentar seu poder de barganha nas negociações comerciais com o governo Trump.
Diversos departamentos da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) receberam instruções para suspender o registro e a aprovação de novos investimentos nos EUA. Esta decisão ocorre duas semanas antes do anúncio de Trump sobre possíveis tarifas recíprocas que incluem a China.
Um memorando do presidente dos EUA delimitou a intenção de restringir os investimentos chineses em setores estratégicos como tecnologia e energia. Até 2023, os investimentos chineses nos EUA totalizaram US$ 6,9 bilhões.
A NDRC não esclareceu os motivos ou a duração da suspensão. Contudo, a medida adiciona insegurança para empresas que buscam transferir operações para contornar barreiras comerciais.
Os mercados reagiram negativamente: futuros das ações dos EUA e ações europeias caíram após as notícias. A China já havia aumentado a fiscalização sobre saídas de capital devido à pressão sobre o yuan.
Dados indicam que os investimentos chineses nos EUA caíram 5,2% em 2023, contrastando com um aumento de 8,7% em investimentos em outros países. Os investimentos acumulados nos EUA representavam apenas 2,8% do total.
Empresas interessadas em investir no exterior devem seguir rigorosos procedimentos de registro que envolvem múltiplas agências, incluindo a NDRC e o Ministério do Comércio.