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Petrobras adia redução de home office após greve, segundo sindicato

Petrobras adia mudança na política de home office após pressão dos sindicatos. A decisão veio após a paralisação da categoria e críticas à proposta de aumento na carga de trabalho presencial.

Petrobras adia redução de home office para maio, conforme informações da FUP (Federação Única dos Petroleiros).

A medida, que diminuiria o home office de três para dois dias, estava prevista para iniciar em 7 de abril e enfrentou críticas da categoria.

A alteração foi decidida após reunião com sindicatos, que ocorreu em 2 de abril, e uma semana após uma paralisação de 24 horas.

A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. Cibele Vieira, da FUP, considera a reunião um passo positivo e aguarda definição de um calendário para outros temas.

Hoje, a FUP representa cerca de 25 mil empregados e opera 61% das unidades da Petrobras.

Paulo Neves, também da FUP, afirmou que a greve destacou a necessidade de diálogo e flexibilização das propostas da empresa.

Em janeiro, a Petrobras anunciou que todos os funcionários em regime híbrido deveriam comparecer pelo menos três dias por semana, enquanto atualmente trabalham dois dias presenciais, exceto gerentes.

A diretoria-executiva da Petrobras indicou que a mudança visa aprimorar a integração das equipes e a agilidade nos resultados da empresa.

A greve recente também abordou temas como a diminuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), contratação de funcionários, e melhores condições para prestadores de serviços.

Adicionalmente, a falta de dados que justifiquem a mudança no trabalho híbrido foi criticada publicamente. Luciana de Frontin, técnica de segurança do trabalho da Petrobras, expressou preocupações sobre a saúde dos trabalhadores.

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