Petrobras comprará R$ 450 milhões em créditos de carbono na Amazônia
Petrobras e BNDES assinam termo para criar mercado de crédito de carbono focado na restauração da Amazônia. O investimento inicial de R$ 450 milhões visa promover projetos de reflorestamento e geração de empregos na região.
Parceria Petrobras e BNDES visa criar mercado de R$ 450 milhões em crédito de carbono para restauração florestal na Amazônia.
O protocolo de intenção foi assinado em 31 de outubro entre Magda Chambriard (Petrobras) e Aloizio Mercadante (BNDES) na sede da Petrobras.
O valor de R$ 450 milhões será utilizado pela Petrobras para comprar créditos de carbono. O BNDES concederá empréstimos a projetos focados na restauração de áreas amazônicas com recursos do Fundo Clima, a uma taxa de 1% ao ano, em contraste com a Selic de 14,25%.
Os recursos vão apoiar a restauração de, no mínimo, 3 mil hectares, abrangendo cinco projetos e potencialmente plantando 25 milhões de árvores.
O programa, chamado ProFloresta+, busca garantir até 50 mil hectares restaurados em 25 anos, com investimento total de R$ 1,5 bilhão e captura de 15 milhões de toneladas de carbono.
Mercadante enfatizou a necessidade de o Brasil liderar a agenda ambiental, destacando a importância do COP30 em Belém.
O mercado de carbono pretende facilitar a compra e venda de créditos, ajudando a compensar emissões de CO2. Organizações civis contribuíram na elaboração do projeto, com certificação sendo realizada por uma empresa especializada.
Chambriard reafirmou o compromisso da Petrobras com a sustentabilidade, prevendo investimentos de US$ 16,2 bilhões em transição energética nos próximos cinco anos.
A iniciativa também busca gerar confiança entre restauradores interessados em participar do mercado de crédito de carbono.