Petrobras e Ibama começam teste na Margem Equatorial. Entenda
Teste é vital para avaliar a capacidade da Petrobras em gerenciar emergências na exploração da Bacia da Foz do Amazonas. Resultado da Avaliação Pré-Operacional pode acelerar a decisão do Ibama sobre a licença de perfuração.
A Petrobras iniciou neste domingo a Avaliação Pré-Operacional (APO) na Bacia da Foz do Amazonas, crucial para a liberação da licença de perfuração do primeiro poço na área.
O teste, que dura de três a quatro dias, visa verificar a eficácia do plano de resposta a emergências da Petrobras. A equipe já está posicionada e, até o momento, não houve eventos graves.
Os principais pontos a serem avaliados incluem:
- Funcionamento dos equipamentos
- Capacidade de reação da equipe
- Estratégias de resgate de fauna
- Comunicação com autoridades e comunidades
A APO é parte de planos previamente aprovados pelo Ibama: o Plano de Emergência Individual (PEI) e o Plano de Proteção à Fauna (PPAF).
Cerca de 400 profissionais estão envolvidos, com apoio de 13 embarcações e três aeronaves. Serão utilizados centros de atendimento em Oiapoque (Amapá) e Belém (Pará) para reabilitação da fauna.
Embora a expectativa seja positiva, o projeto encontra resistência. Em maio de 2023, o Ibama negou a licença para perfuração, sendo necessária mais tempo para a Petrobras responder a dúvidas antes da decisão final.
Perguntas e Respostas sobre a APO:
- O que é a APO? Etapa final do licenciamento ambiental do Ibama.
- Duração: Três a quatro dias.
- Equipamentos mobilizados: Apropriados para resposta a emergências.
- Centros de Atendimento e Reabilitação de Fauna: Hospitais para tratar fauna marinha.
- Pessoas mobilizadas: Cerca de 400.
- Perfuração durante a APO? Não, só após licença do Ibama.
- Simulação de toque de óleo? Não, descartada a possibilidade de chegada em terra.
- Licença após APO? Definido pelo Ibama.