Petrobras espera que Ibama libere avaliação pré-operacional da Margem Equatorial em abril
Petrobras aguarda autorização do Ibama para realizar simulação de operações em caso de acidentes na Margem Equatorial. A licença é crucial para iniciar a exploração de petróleo na região, após ajustes no projeto diante das negativas anteriores.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, aguarda autorização do Ibama para realizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) em abril. Este procedimento é crucial para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, no Amapá, próximo à Foz do Rio Amazonas.
A APO simula operações em casos de acidentes, como contenção de vazamentos e resgate da fauna, sendo a última etapa do licenciamento para pesquisa exploratória.
A liberação das perfurações iniciais ocorre a 160 km da costa de Oiapoque e 500 km da Foz do Rio Amazonas e gerou polêmica, especialmente após o Ibama ter negado um pedido de licenciamento em 2023.
Apesar dos ajustes feitos pela Petrobras após questionamentos do Ibama, a área técnica recomendou novamente a negação. A decisão final cabe a Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, que ainda não estipulou um prazo.
Se a autorização for liberada, a simulação não será imediata. A sonda para perfurações precisa passar por processo de limpeza, levando aproximadamente dois meses para se deslocar até o poço.
Magda destacou que um centro para tratamento de animais atingidos por vazamentos em Oiapoque está quase concluído. Ela afirmou:
“O centro de despetrolização está para ser entregue em breve. A sonda está sendo mobilizada para limpeza, e os próximos passos dependem da autorização do exercício simulado.”