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Petrobras (PETR4): quanto tempo vai durar a atual política de dividendos da estatal?

Analistas do Bradesco BBI questionam a viabilidade da política de dividendos da Petrobras diante de um cenário de preços do petróleo desafiador. A previsão indica que a duração dos proventos pode variar de 3 a 6 anos, dependendo da estabilidade dos preços do Brent.

Preocupações sobre os dividendos da Petrobras têm crescido nos últimos meses. Analistas do Bradesco BBI questionam a longevidade da política de proventos mínimos, que é de 45% do Fluxo de Caixa Operacional (FCO) menos o Capex, devido à aceleração no investimento e perspectivas desafiadoras para os preços do petróleo.

A análise de sensibilidade aponta que, se os preços do Brent se mantiverem em US$ 60, a política de dividendos pode durar de 3 a 6 anos. No entanto, se os preços caírem para US$ 55 ou menos, essa durabilidade pode ser reduzida para 1 a 2 anos.

Vicente Falanga, em seu relatório, ressalta que “a execução ainda precisa ser vista”, apesar da CEO Magda Chambriard enviar mensagens de eficiência. O BBI aponta críticas quanto à gestão de portfólio até agora e a necessidade de cortes de investimentos de aproximadamente US$ 8 bilhões para o próximo plano quinquenal.

Apesar de discussões sobre fusões e aquisições, a eficiência na gestão ainda é uma preocupação, especialmente com o aumento das despesas gerais e administrativas, que cresceram 2,6% ao ano em dólares. O banco alerta que políticas expansionistas podem colocar os dividendos em risco.

No curto prazo, se a Petrobras investir cerca de US$ 2,5 bilhões em aquisições, seu rendimento de dividendos pode cair para 1,2% em trimestres específicos. Com esse cenário, o banco projeta um rendimento total de cerca de 6,7% em 12 meses.

À medida que se aproxima de 2026, o foco das ações da Petrobras pode mudar, com menos atenção aos dividendos e mais para as eleições. Apesar das incertezas, o BBI mantém sua recomendação outperform para PETR4, com um preço-alvo de R$ 40, representando um potencial de alta de 31%.

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