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Petroleiras ganham espaço em transição energética

Executivos do setor petrolífero destacam a necessidade de equilibrar segurança energética e sustentabilidade na CERAWeek. A política de produção de petróleo dos EUA ganha destaque em meio a incertezas econômicas globais.

Wall Street sinaliza o fim do apoio a Donald Trump em meio a perdas recordes e temores de recessão. Enquanto isso, em Houston, na CERAWeek, os CEOs das grandes petroleiras veem com alívio o retrocesso na agenda de transição energética.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, criticou as políticas do governo Biden e defendeu um retorno à produção de petróleo, chamando sua abordagem de "míope". Ele destacou que o governo Trump encerrará as políticas "irracionais" da administração anterior.

Executivos expressaram preocupação com a predominância da agenda green no setor energético. O CEO da BlackRock, Laurence D. Fink, alertou sobre a escassez de mão de obra afetando a inflação.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, revelou que investidores questionam o retorno de projetos em energias renováveis, preferindo exploração e produção. Ela ainda ponderou que a estatal poderá ajustar preços conforme a situação econômica.

Amin H. Nasser, da Aramco, afirmou que a ideia de substituir a energia convencional rapidamente é irrealista e que o futuro deve equilibrar sustentabilidade e acessibilidade.

O evento reuniu mais de 10 mil representantes de 80 países, com foco em inteligência artificial como motor para o aumento do consumo energético, ao mesmo tempo que pode auxiliar na redução de emissões. Contudo, a transição energética deverá levar mais tempo do que se imaginava.

Roberto Ardenghy, do IBP, concluiu que a dependência de combustíveis fósseis é alta e a transição será desafiadora.

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