Petróleo fecha em queda com apreensão sobre oferta da Opep; baixa mensal é de 6%
Queda nos preços do petróleo é impulsionada por aumento da oferta da Opep e incertezas sobre as exportações russas. Mercado se mantém atento aos desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia e possíveis tarifas dos EUA sobre a China.
Contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, 29, impactados pela perspectiva de aumento da oferta com novos barris da Opep.
Mercado também monitora riscos potenciais às exportações russas, devido à possibilidade de tarifas dos EUA sobre importações da China, maior compradora do óleo russo, enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia se prolonga.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou com queda de 0,91% (US$ 0,59), a US$ 64,01 o barril. O WTI teve um avanço de 0,55% na semana, mas recuou 7,58% no mês.
Já o Brent para novembro, na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,73% (US$ 0,50), a US$ 67,48 o barril, com avanço semanal de 0,39% e recuo mensal de 5,89%.
De acordo com a Capital Economics, as tarifas impostas à Índia tiveram efeito limitado sobre o mercado global de petróleo e não devem causar grandes mudanças nos preços. O maior risco é a aplicação de tarifas semelhantes à China.
Lily Millard, da Capital, destacou que exportações marítimas russas para a Índia caíram, mas para a China aumentaram, mantendo-se estáveis nos últimos 18 meses.
Segundo Alex Hodes, da StoneX, o mercado deve enfrentar um excesso de oferta até o fim do ano, porém é possível ver preços mais altos. Setembro historicamente apresenta alta, mas novos barris da Opep dificultam essa tendência.
Por fim, investidores acompanham os desdobramentos da guerra Rússia-Ucrânia. O Kremlin afirmou que o presidente Vladimir Putin não descarta um encontro com Volodimir Zelenski, mas ressaltou a necessidade de preparação adequada.