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PF indicia Bolsonaro por falsificar certificados de vacinação

Ex-presidente Jair Bolsonaro é indiciado por associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. A Polícia Federal investiga fraudes em certificados de vacinação, com implicações que envolvem familiares e assessores próximos.

Indiciamento de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. O indiciamento investiga fraudes em certificados de vacinação contra a covid.

Além de Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid também foi indiciado. O inquérito analisa inserções falsas no sistema do Ministério da Saúde entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. A pesquisa indica que até a filha de Bolsonaro, Laura, de 12 anos, pode ter recebido certificados de vacinação sem ter tomado a vacina.

Em resposta ao indiciamento, o advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, criticou o vazamento de informações, sugerindo que a comunicação deveria ser mais técnica do que midiática.

A PF deflagrou a Operação Venire em 3 de maio de 2023 para investigar registros falsos no SUS e adulterações em cartões de vacinação. A operação foi sustentada por quebrar o sigilo dos aparelhos de Cid, que envolvem investigações prévias sobre urnas eletrônicas.

Em 21 de dezembro de 2022, o secretário da prefeitura de Duque de Caxias inseriu informações de vacinação de Bolsonaro no SUS. Um dia depois, um usuário registrado com o e-mail de Cid acessou o ConecteSUS para emitir certificados. Comprovantes de vacinação foram emitidos dias antes e depois da viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos.

Mauro Cid foi preso e identificado como responsável pelo esquema. A PF também realizou buscas na residência de Bolsonaro em Brasília, onde apreendeu seu celular.

A falsificação de dados de vacinação é parte de um dos cinco eixos investigativos no inquérito 4874-DF, que envolve Bolsonaro, aliados e ex-assessores.

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