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PGR denuncia ex-assessor de Moraes por vazar dados sigilosos

Ex-assessor é acusado de vazamento de informações sigilosas e outros crimes graves. Denúncia da PGR destaca o impacto das ações de Tagliaferro nas investigações sobre atos antidemocráticos.

PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por quatro crimes relacionados ao vazamento de informações sigilosas.

A denúncia foi apresentada na sexta-feira, 22 de agosto de 2025, e inclui:

  • Violação de sigilo funcional
  • Obstrução de investigação criminal
  • Coação no curso do processo
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Os crimes ocorreram entre maio de 2023 e julho de 2025, quando Tagliaferro revelou diálogos sigilosos a jornalistas. Mensagens de abril de 2024 confirmaram o vazamento, onde admitiu ter conversado com um jornalista da Folha de S.Paulo.

A PF (Polícia Federal) indiciou Tagliaferro, afirmando que a reportagem visava questionar a imparcialidade do STF e do TSE. Tagliaferro chegou a fugir do Brasil e ameaçou divulgar mais informações sigilosas em entrevista a um canal investigado pelo STF.

A PGR acredita que o vazamento foi estratégico para favorecer uma organização criminosa, que buscava desestabilizar o Estado e disseminar fake news. Ele teria agido para minar a credibilidade das investigações sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

O caso está sob a jurisdição do STF por conexão com outras investigações, incluindo os inquéritos das fake news e milícias digitais. A PGR também pediu a fixação de um valor para reparação dos danos causados.

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