PGR pede ao STF prisão preventiva de Léo Índio, réu por tentar golpe
Procuradoria Geral da República solicita prisão preventiva de Léo Índio após descumprimento de medida cautelar. Réu por tentativa de golpe de Estado de 2022, ele está na Argentina com permissão de permanência até junho.
PGR pede prisão preventiva de Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado em 2022.
O pedido foi feito ao STF nesta terça-feira (1º.abr.2025). Léo Índio é réu por sua participação nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
Mesmo com o passaporte cancelado, Léo Índio declarou que estava na Argentina há mais de 20 dias com um documento provisório, o que foi confirmado por sua defesa após intimação do ministro Alexandre de Moraes.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegou que Léo Índio descumpriu medidas cautelares e que a retenção do passaporte foi insuficiente para impedir sua fuga, justificando o pedido de prisão preventiva.
Gonet afirmou: “Ao se evadir para a Argentina, Léo Índio descumpriu medida cautelar, evidenciando descaso com a lei”.
A Polícia Federal também reforçou o pedido para destruir o passaporte de Léo Índio, que ainda constava como “cancelado” no sistema.
Léo Índio foi denunciado por sua participação na invasão e depredação dos Três Poderes em Brasília. A PGR argumenta que imagens postadas por ele em redes sociais durante o ato comprovam sua participação.
A advogada do réu apresentou um documento que comprova que Léo Índio tem permissão para permanecer na Argentina até 4 de junho, onde pode trabalhar e acessar serviços públicos.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, intimou a defesa para esclarecimentos após um vídeo em que Léo Índio menciona estar na Argentina devido ao medo de prisão.