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PGR se manifesta contra pedido de prisão preventiva de Bolsonaro

Procurador-geral argumenta que o pedido de prisão não possui fundamento jurídico, pois deveria ter sido feito ao Ministério Público. A solicitação, assinada por uma vereadora e um advogado, busca apurar delitos relacionados à incitação de atos contra a ordem pública.

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquiva pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A solicitação foi feita por uma vereadora do PT e um advogado de Recife (PE).

Em 18 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise.

Gonet argumentou que a solicitação foi encaminhada diretamente ao STF, contrariando a jurisprudência que diz que o Ministério Público deve iniciar processos criminais.

Ele afirmou: “Evidente, portanto, a ausência de capacidade postulatória dos noticiantes..."

O pedido, assinado pela advogada Liana Cristina Da Costa Cirne Lins e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa, pede apuração de delitos e aplicação de medidas cautelares.

A petição alega que Bolsonaro convocou apoiadores para atos em favor da anistia dos condenados dos eventos de 8 de janeiro de 2023, configurando obstrução da Justiça.

A acusação destaca que essa incitação é grave por Bolsonaro estar sob investigação relacionada aos ataques de 8 de janeiro.

Os autores pedem, além da prisão preventiva, medidas cautelares como:

  • Comparecimento periódico em juízo;
  • Limitação de acesso a determinados locais;
  • Monitoramento eletrônico.
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