Pittufik, a estratégica base militar dos EUA na Groenlândia no centro da polêmica sobre visita de vice-presidente JD Vance
Base Espacial de Pituffik é essencial para a defesa dos EUA, especialmente diante do desenvolvimento de armas hipersônicas pela Rússia e China. A visita do vice-presidente JD Vance evidencia a prioridade crescente da Groenlândia na estratégia de segurança americana.
A Base Espacial de Pituffik, localizada no noroeste da Groenlândia, é essencial para o sistema de alerta precoce dos EUA contra ataques de mísseis, um papel que ocupa há décadas.
Desde a volta de Donald Trump à presidência, a Groenlândia tornou-se prioridade para Washington, que critica a Dinamarca por não garantir a segurança da ilha.
As tensões aumentaram com a visita indesejada de uma comitiva dos EUA, liderada por Usha Vance e o vice-presidente JD Vance, à base de Pituffik. O governo dinamarquês e a Groenlândia criticaram a viagem, que foi restrita à base sob controle americano desde a década de 1950.
A Base Espacial de Pituffik, anteriormente chamada de Base John Thule, foi criada para detectar ataques de mísseis da União Soviética. Ela abriga cerca de 650 pessoas, incluindo militares da Força Aérea e civis. O local enfrenta desafios climáticos severos.
A importância estratégica da base se deve à sua posição geográfica, essencial durante a Guerra Fria e relevante hoje, com novas ameaças de mísseis hipersônicos. Estas armas, que não seguem a trajetória tradicional de mísseis balísticos, representam um desafio à interceptação.
Além de operar como base militar, Pituffik também serve para pesquisa científica, incluindo estudos sobre a perda de gelo no Ártico. A presença militar dos EUA na Groenlândia remonta à Segunda Guerra Mundial, quando começaram a construir instalações para monitorar submarinos alemães.
Em 2023, a instalação foi renomeada para Base Espacial de Pituffik, buscando reconhecer os povos nativos da região. A Groenlândia é vista por Washington como fundamental para a segurança nacional, especialmente diante do crescimento das ameaças russas e chinesas, aumentando ainda mais a relevância da base.