PL muda estratégia e deixa de priorizar PEC da blindagem na Câmara
Deputado destaca a necessidade de apoio conjunto para avanço da PEC da blindagem, evitando que o PL arque sozinho com a responsabilidade. A proposta visa alterar prerrogativas constitucionais e enfrenta resistência entre os partidos.
Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirma que o partido não assumirá sozinho a defesa da PEC da blindagem (Proposta de Emenda à Constituição 3/2021).
Em entrevista ao jornal O Globo, ele declarou: “Não vamos aceitar que usem o PL como bode expiatório”. A PEC visa proteger congressistas de penalizações judiciais.
Sóstenes não solicitará a inclusão da proposta na pauta do colégio de líderes e anunciou que, a partir da próxima semana, o PL focará em “uma pauta única, que é a anistia”.
O deputado ressaltou que outros partidos precisam se responsabilizar pelo avanço da PEC: “Todos querem os benefícios, mas não querem arcar com o ônus”, criticou.
A PEC das prerrogativas, apresentada em 2021 por Celso Sabino (PSDB-PA) e conduzida por Arthur Lira (PP-AL), altera artigos da Constituição e torna quase nulos os caminhos para penalizar judicialmente os congressistas.
A votação da PEC, inicialmente marcada para quinta-feira (28.ago), foi adiada após uma reunião na residência do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que não conseguiu costurar um acordo entre os líderes partidários.
As divergências prevaleceram e muitos líderes admitiram que o texto ainda não estava pronto e que muitos nem conheciam sua íntegra até a noite anterior.