Plano de colonização israelense na Cisjordânia é inaceitável, dizem 21 países
Diante da aprovação do plano de colonização, 21 países se uniram em condenação veemente, destacando a violação do direito internacional. A iniciativa, que visa construir 3.400 casas na Cisjordânia, é vista como uma ameaça à viabilidade de um futuro Estado palestino.
21 países, incluindo Reino Unido, França, Espanha, Itália e Canadá, condenaram o plano de colonização na Cisjordânia, aprovado por Israel em 20 de setembro.
Os signatários consideram a construção de 3.400 casas uma violação do direito internacional e uma ameaça à continuidade territorial de um futuro Estado palestino.
O comunicado foi também assinado por Austrália, Bélgica, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Holanda, Islândia, Irlanda, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Eslovênia e Suécia.
A alta representante da UE, Kaja Kallas, apoiou a declaração. Segundo os países, o projeto isolaria Jerusalém Oriental da Cisjordânia.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que a intenção é inviabilizar a possibilidade de um Estado palestino, "apagando-o da mesa de negociações".
O plano já recebeu autorização final do Ministério da Defesa de Israel, apesar das críticas.
O governo britânico convocou a embaixadora de Israel, pedindo a suspensão da construção de assentamentos, conforme a resolução 2.334 da ONU. O chanceler britânico, David Lammy, chamou o plano de "flagrante violação do direito internacional".
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o assentamento dividirá a Cisjordânia e representará uma ameaça existencial para um futuro Estado palestino.
A Autoridade Palestina denunciou a decisão, afirmando que isso compromete a solução de dois Estados e a viabilidade de um Estado palestino unificado.