Pobreza na Argentina recua para 38,1% no primeiro ano de Milei após disparada do primeiro semestre
A pobreza na Argentina apresenta sinais de recuperação, com uma significativa redução devido à queda da inflação e ajustes econômicos do governo. Apesar das demissões e aumento de tarifas, as melhorias nos índices de pobreza refletem a luta contra a crise econômica do país.
A pobreza na Argentina atingiu 38,1% da população no segundo semestre de 2023, uma queda de 14,8 pontos percentuais em relação ao semestre anterior, conforme dados do Instituto Nacional de Estatísticas (Indec).
Esse resultado representa uma melhora significativa em comparação ao início do governo do Javier Milei, quando a pobreza chegou a 52,9%. A taxa de indigência caiu para 8,2%, em contraste com 18,1% do semestre anterior.
Em 2023, no final do governo de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, a pobreza era de 41,7%. A melhora atual reflete a redução da inflação, que diminuiu de 211% em 2023 para 118% em 2024.
Segundo a Presidência, essa redução da pobreza é um efeito direto da luta contra a inflação e da estabilidade macroeconômica. O governo implementou um ajuste inédito nos gastos públicos, resultando no primeiro superávit anual das contas públicas em 14 anos.
Apesar da queda na pobreza, a economia encolheu 1,8% em 2024 e o consumo acumula 15 meses de queda. O ajuste levou a milhares de demissões e elevações nas tarifas de serviços públicos, triplicando valores e impactando principalmente os aposentados.
A falta de moradia caiu para 6,4% em 2024, representando cerca de 3 milhões de pessoas sem-teto, uma redução em relação a 13,6%% do início do ano e 8,7%% no final de 2023.