Polícia encontra 4 corpos no rio Sena e prende suposto serial killer homofóbico
Polícia francesa investiga ligação entre os corpos encontrados e o suspeito homofóbico, que nega ser o autor dos crimes. Autópsias revelam que as mortes ocorreram em um intervalo de mais de um mês, com evidências que apontam para estrangulamento.
Quatro cadáveres de homens foram encontrados no rio Sena, em Paris, no dia 13. A polícia acredita ter prendido um serial killer homofóbico, o maior caso do gênero na França em anos.
O principal suspeito é um imigrante tunisino de 24 anos, identificado como Monji, preso uma semana antes durante uma operação contra imigração clandestina em Choisy-le-Roi, próximo ao aeroporto de Orly.
Durante a prisão, a polícia apreendeu documentos, celulares e cartões de crédito que pertenciam às vítimas. O tunisino nega os crimes e afirma ser um argelino chamado Ahmed Ben Ali, morando na França há três anos.
Os corpos indicam que o primeiro crime ocorreu há mais de um mês, com três vítimas do Norte da África (21 a 26 anos) e um francês de 48 anos, o último a ser morto. A causa da morte foi estrangulamento, e DNA da vítima foi encontrado nas calças do suspeito.
A polícia suspeita que Monji atraía as vítimas para a margem do rio, área conhecida para encontros sexuais. Um segundo suspeito foi preso, mas liberado.
O prefeito de Choisy-le-Roi mencionou que o número de pessoas em situação de rua aumentou desde os Jogos Olímpicos, quando houve denúncias de expulsões de sem-teto.
Na França, casos de assassinos em série são raros, com um histórico notável de crimes marcantes na opinião pública.