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Polícia israelense prende assessores próximos de Netanyahu

Denúncias de corrupção envolvem assessores de Netanyahu em caso que liga governo israelense a interesses do Qatar. Primeira-ministro é convocado para depor em meio a acusações de tentativa de golpe contra seu governo.

A polícia de Israel prendeu, nesta segunda-feira (31.mar.2025), dois assessores próximos ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud, direita).

Os detidos são Jonatan Urich e Eli Feldstein, acusados de conexão com o governo do Qatar, má conduta política e corrupção.

A Lahav 433, unidade de elite anticorrupção, atuou em coordenação com a Shin Bet, a agência de inteligência doméstica, para as detenções.

Feldstein, um assessor de alto escalão, é suspeito de ter trabalhado para uma empresa do Qatar enquanto servia a Israel. A companhia teria pago para promover pautas pró-catari na mídia local.

Feldstein já havia sido preso em 2024 por vazar documentos e tentativas de influenciar a opinião pública sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

O partido de Netanyahu se manifestou, alegando que as acusações visam fragilizar o primeiro-ministro. "Isto não é uma investigação, mas uma tentativa de assassinato da democracia", afirmou em comunicado.

Os integrantes do partido também acusaram o procurador Baharav-Miara e o chefe do Shin Bet, Ronen Bar, de tentarem um golpe de Estado.

“Durante semanas, essas investigações ociosas visam impedir a demissão do chefe do Shin Bet, utilizando Urich e outros como bucha de canhão”, concluiu a declaração.

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