Polônia e países bálticos se preparam para Rússia pós-Ucrânia
Países bálticos e Polônia aumentam gastos em defesa em resposta à agressividade russa. A preocupação com possíveis expansões territoriais da Rússia após a guerra na Ucrânia intensifica a preparação militar na região.
Ministro da Relações Exteriores da Lituânia, Kestutis Budrys, enfatiza: “Mantenha o foco no apoio à Ucrânia”, refletindo a preocupação com a possível expansão russa após a guerra na Ucrânia.
Proximidade de ameaça: Países como Lituânia, Polônia, Estônia e Letônia sentem a pressão da Rússia desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, alertou que a agressão russa é uma questão existencial para os pequenos países.
Gastos em defesa:
- Polônia: 4,12% do PIB em 2024 (US$ 34,9 bilhões);
- Estônia: 3,43% em 2024;
- Letônia: 3,15%;
- Lituânia: 2,85% em 2024.
Em perspectivas futuras, todos os países mencionados planejam aumentar seus gastos militares para até 5,25% do PIB em 2026.
Ajuda à Ucrânia:
- Estônia: 2,51% do PIB;
- Lituânia: 2,08%;
- Letônia: 1,82%;
- Polônia: 1,11%.
Resposta à Rússia:
- Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, promete reação devastadora a qualquer agressão;
- General polonês destaca que a Polônia só conseguiria se defender por uma ou duas semanas.
Rússia investiu US$ 145,9 bilhões em 2024, o que representa um aumento significativo em comparação aos gastos dos países da Europa.
Objetivos de Putin: Ex-político lituano, Gabrielius Landsbergis, acredita que Putin não retirará suas tropas após a guerra na Ucrânia.
Pressão contínua: Os países bálticos, que se tornaram independentes após o colapso da URSS, se sentem ameaçados pela crescente presença militar russa, especialmente na região de Kaliningrado.
Corredor Suwalki: Esse ponto estratégico é visto como vulnerável e de interesse militar russo, podendo complicar a logística da Otan.
Recentes manobras militares russas na região trazem apreensão sobre futuros movimentos territoriais.