Por que a China intensificou exercícios militares em Taiwan e ataques pessoais ao seu presidente?
Militares chineses intensificam simulações de combate em resposta à postura de desobediência de Taiwan. Este movimento reflete as crescentes tensões entre Pequim e Taipé, enquanto a situação militar na região permanece crítica.
Militares chineses realizaram exercícios em larga escala para protestar contra a rejeição do presidente taiwanês Lai Ching-te à reivindicação de Pequim sobre Taiwan, uma democracia autônoma.
As manobras incluíram forças do exército, marinha, aviação e foguetes, visando a tomada do mar e do espaço aéreo ao redor de Taiwan, bloqueando rotas marítimas e atacando alvos diversos.
O Comando do Teatro Oriental da China descreveu os exercícios como uma “punição severa” pela “provocação desenfreada” de Lai, que chamou os militares de “separatistas de Taiwan”.
Analistas alertam que estas manobras são mais que simples exercícios, considerando-as uma operação de pré-invasão que visa desestabilizar a moral dos taiwaneses.
As tensões no Estreito de Taiwan aumentaram desde a presidência de Donald Trump, com Taiwan preocupada sobre o suporte americano diante de uma potencial invasão.
A China, insatisfeita com a postura de Lai, o chamou de “parasita” e o comparou a figuras históricas negativas. Lai, por sua vez, reforçou seu compromisso com a segurança de Taiwan e denunciou as manobras como “assédio militar”.
As forças chinesas enviaram 71 caças e 21 navios de guerra para a área, com exercícios focando na coordenação entre unidades militares.
Embora os detalhes sobre a duração e a escala dos exercícios sejam escassos, especialistas indicam que a atividade crescente pode desencadear um conflito real.