Por que a comida ficou mais cara no Brasil
Inflação alta dos alimentos no Brasil é impulsionada por fatores climáticos e econômicos. Especialistas apontam para o impacto do câmbio e eventos extremos como causas dessa disparada nos preços.
Inflação dos alimentos no Brasil permanece alta, com taxa de 7% nos últimos 12 meses até fevereiro, conforme o IBGE.
Analistas apontam diversas causas, como mudanças climáticas e desencontros fiscais do governo.
Itens como café (+66%), ovos (+10,5%) e cortes bovinos (+22%) têm impactado o orçamento das famílias, levando as classes mais baixas a buscar alternativas, como carcaças de frango e suã de porco.
A valorização do dólar em relação ao real, que subiu 24% de 2023 para 2024, também contribui para o aumento dos preços; segundo economistas, a dívida pública gera instabilidade.
Além disso, produtos importados, como óleo de soja (+23,3%) e azeite de oliva (+14%), estão mais suscetíveis a variações do dólar.
O governo tenta mitigar a inflação com cortes de impostos em itens essenciais e espera uma alta de 10% nas safras agrícolas de 2025.
O clima influencia diretamente a produção agrícola; eventos climáticos como El Niño estão associados a safras reduzidas e à inflação dos alimentos.
Em 2024, cerca de 2,25 pontos percentuais da inflação alimentar se devem ao El Niño. Entre os itens com maior variação estão frutas e legumes, com tangerinas (+59%) e abacates (+28,4%) entre os mais afetados.
Condições climáticas adversas, como secas e chuvas em excesso, têm impactado duramente a produção de alimentos, levando a perdas significativas nas safras.
As expectativas de crescimento na agricultura e melhorias climáticas são vistas como fatores que podem ajudar a estabilizar os preços.