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Por que Alexandre de Moraes mandou polícia vigiar casa de Bolsonaro em tempo integral

Ministro do STF determina monitoramento rigoroso da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, em resposta a riscos de fuga. A decisão ocorre a poucos dias do julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o monitoramento integral da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A vigilância será feita 24 horas por dia pela Polícia Penal do Distrito Federal, em caráter ostensivo e discreto.

A decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sugerir a medida, citando um risco de fuga evidenciado por uma minuta de pedido de asilo político ao governo argentino, encontrada no celular de Bolsonaro.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) alegou que as medidas atuais eram insuficientes e mencionou a proximidade da Embaixada dos Estados Unidos, a apenas dez minutos da residência do ex-presidente.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares do STF, como uso de tornozeleira eletrônica e contato com investigados. No dia 20 de agosto, foi indiciado pela Polícia Federal na operação que apura a tentativa de golpe de Estado.

Na decisão, Moraes argumenta que a proximidade do julgamento aumenta o risco de fuga. Ele citou provas da Polícia Federal indicando que Bolsonaro possuía documentos para facilitar sua evasão do país.

O ministro indicou que ações coordenadas entre Jair e Eduardo Bolsonaro estavam em curso, prejudicando o processo judicial.

A defesa de Bolsonaro não comentou e já negou as violações, chamando as acusações de "lawfare", termo que significa o uso de leis para atacar politicamente uma pessoa.

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