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Por que Israel 'rebaixou' Brasil nas relações diplomáticas, segundo jornal

Israel reduz nível diplomático com o Brasil após omissão na indicação de embaixador. Relações entre os países se deterioram em meio a tensões relacionadas à situação em Gaza.

Israel rebaixa relações diplomáticas com o Brasil após falta de resposta do Brasil à indicação de Gali Dagan como novo embaixador, segundo o jornal Haaretz.

O Brasil não concedeu o agrément, o consentimento necessário para a nomeação. A informação foi publicada em 25 de agosto de 2024.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou: "Após o Brasil recusar-se a atender pedido de reunião do Embaixador Dagan, Israel retirou o pedido". As relações agora ocorrem em um nível diplomático inferior.

Apesar disso, Israel mantém contatos com seus amigos no Brasil.

Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais, declarou que o Brasil não vetou o nome, apenas deixou de responder. Ele mencionou uma "humilhação pública" ao embaixador brasileiro em Israel.

Essa menção refere-se a um episódio em fevereiro de 2024, onde o então embaixador Frederico Meyer foi chamado de "persona non grata" em um evento no Museu do Holocausto.

O presidente Lula comparou ações israelenses em Gaza ao Holocausto, levando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a afirmar que tal comparação ultrapassou a linha vermelha.

O governo brasileiro considerou a situação como um insulto e, em maio de 2024, decidiu retirar Meyer de Israel, deixando o país sem um embaixador.

Além disso, em julho, o Brasil anunciou adesão a uma ação na Corte Internacional de Justiça acusando Israel de genocídio em Gaza.

A guerra em Gaza, iniciada em 7 de outubro com um ataque do Hamas, resultou em intensa ofensiva militar israelense, com mais de 62.744 mortos em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas.

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