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Por que, mesmo com a inflação em alta, o BC americano sinalizou corte de juros?

Powell sugere possibilidade de corte de juros em setembro, animando os mercados. Em meio a riscos de estagflação e aumento do desemprego, ele destaca a necessidade de equilibrar os objetivos do Fed entre inflação e emprego.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), sinalizou possibilidade de corte de juros na reunião de setembro, causando euforia em Wall Street e alta de mais de 2% na Bolsa de São Paulo.

Em seu discurso no simpósio de Jackson Hole, Powell destacou a necessidade de ajuste na política monetária, dado o cenário econômico atual, considerando o risco de estagflação.

Ele alertou sobre os impactos das tarifas de Donald Trump na inflação, mas enfatizou o aumento do desemprego. Powell afirmou que o equilíbrio no mercado de trabalho poderia indicar riscos crescentes de demissões em massa.

Apesar da meta de inflação de 2%, a inflação atual está em 2,6%, e o desemprego subiu para 4,2%. A taxa de juros está na faixa de 4,25% a 4,5%, a maior em 20 anos.

O mercado esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas incertezas surgiram após alertas de diretores do Fed sobre a inflação no atacado. Powell enfatizou a necessidade de equilibrar estabilidade de preços e pleno emprego, enfrentando pressões de Trump por cortes imediatos.

Analistas como Alexandre Schwartsman e Ellen Zentner comentaram sobre o dilema do Fed, com o mercado de trabalho apresentando fraquezas que superam estratégias inflacionárias.

No mercado, o Ibovespa subiu 2,57%, enquanto o Dow Jones e S&P 500 registraram altas significativas, devido à perspectiva de cortes de juros. O dólar caiu 0,95% em relação ao real, enquanto os juros futuros do Brasil recuaram.

A estrategista-chefe Paula Zogbi destacou que os possíveis cortes nos EUA podem reduzir a atratividade da renda fixa, migrando investimentos para ativos de risco.

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