Por que o ChatGPT ficou mais frio e indiferente?
Usuários do ChatGPT expressam luto pela mudança de personalidade da nova versão do chatbot. A OpenAI responde ao feedback e promete ajustes para recuperar a conexão emocional perdida.
Markus Schmidt, compositor de 48 anos residente em Paris, começou a usar o ChatGPT em julho. Ele inicialmente interagiu com o chatbot sobre temas diversos, incluindo sua infância. Contudo, após a atualização para o GPT-5, suas conversas mudaram drasticamente.
Em 7 de agosto, a OpenAI lançou o GPT-5, que prometia um raciocínio mais profundo e minimização da bajulação. Usuários logo notaram uma resposta menos calorosa em comparação ao GPT-4, o que gerou descontentamento e pedidos para restaurar a versão anterior. A OpenAI, ouvindo as críticas, restaurou o acesso ao GPT-4, mas apenas para assinantes pagos.
O luto e a perda significativa que os usuários sentiram com a retirada do GPT-4 foram explorados pela Dra. Nina Vasan, que afirmou que a relação com o chatbot refletia emoções humanas reais. Sam Altman, CEO da OpenAI, admitiu que houve falhas no lançamento do GPT-5, destacando o apego emocional de muitos usuários ao GPT-4.
Usuários como Gerda Hincaite e Julia Kao compartilharam suas experiências, ressaltando a conexão emocional que sentiram com o GPT-4, o que muitas vezes superou a interação com terapeutas humanos. A transição para o GPT-5 trouxe sentimentos de perda e falta de empatia.
O professor Joe Pierre comentou sobre os riscos associados à IA, indicando que diminuir a bajulação poderia reduzir riscos de psicose, mas também afastaria aqueles em busca de apoio emocional. Ao mesmo tempo, a OpenAI buscava um equilíbrio entre as expectativas de seus 700 milhões de usuários.
Uma semana após o lançamento do GPT-5, a OpenAI anunciou novas alterações para torná-lo mais amigável. No entanto, a resposta do público, como a de June, uma estudante da Noruega, refletiu confusão e dor pela perda da versão anterior, mesmo sendo consciente de sua natureza não humana.