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Por que o Dia dos Pais 'vale metade' do que o Dia das Mães?

Faturamento do Dia dos Pais no Brasil representa metade do que é gerado no Dia das Mães. A disparidade reflete a construção social dos papéis de gênero e a valorização desigual entre maternidade e paternidade.

Dia dos Pais gera menos faturamento que o Dia das Mães no Brasil.

Comemoração deste domingo (10) deve movimentar R$ 7,8 bilhões, enquanto o Dia das Mães arrecadou R$ 14,4 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O Dia dos Pais é a quarta data mais importante no Brasil, perdendo para Natal, Dia das Mães e Dia das Crianças.

Especialistas indicam que essa diferença reflete um machismo estrutural, onde a matemidade é mais valorizada que a paternidade. O psicanalista Thiago Queiroz aponta que a ausência paterna é um fator significativo.

Dados revelam que, desde 2016, 1,4 milhão de crianças registradas não têm pai declarado. Em 2022, mais de 11 milhões de mães criavam seus filhos sozinhas.

A figura materna tem um "apelo emocional e cultural mais forte", segundo o economista Ulisses Ruiz de Gamboa. A data das mães foi oficializada em 1932, enquanto a dos pais surgiu em 1953.

Expertos afirmam que o cenário é um reflexo da construção social dos papéis de gênero. O pai é frequentemente visto como provedor, enquanto a mãe assume o cuidado e responsabilidade.

No entanto, a percepção sobre a paternidade está mudando. Cada vez mais homens reconhecem a importância do envolvimento na criação dos filhos.

Campanhas de marketing também têm se adaptado, promovendo a figura de pais amorosos e presentes. O psicanalista Queiroz ressalta a necessidade de diálogos entre homens sobre paternidade para romper com a cultura machista.

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