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Por que Paulo Gonet arquivou caso do cartão de vacina de Bolsonaro? Entenda motivos

PGR argumenta que não há provas suficientes para acusar Jair Bolsonaro no caso dos cartões de vacina. A decisão sobre o arquivamento caberá ao relator do STF, Alexandre de Moraes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o esquema dos cartões de vacina na pandemia de Covid-19.

Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, não há elementos suficientes para responsabilizá-lo por falsificação de registros de vacinação. Ele destacou que a delação do tenente-coronel Mauro Cid por si só não sustenta uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A solicitação ocorreu um dia após o STF transformar Bolsonaro em réu por tentativa de golpe de Estado, junto a outros sete aliados. Gonet fez questão de diferenciar os casos, afirmando que a colaboração de Cid na investigação sobre a tentativa de golpe foi corroborada por provas.

A Polícia Federal havia identificado que, em 21 de dezembro de 2022, um dado falso foi inserido no sistema do Ministério da Saúde, sugerindo que Bolsonaro e sua filha haviam sido vacinados. Essas informações foram excluídas em 27 de dezembro, e a suspeita era de que a falsificação permitisse a entrada de Bolsonaro nos Estados Unidos.

Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, decidir se aceita o pedido da PGR ou solicita diligências adicionais.

É importante notar que, mesmo com o possível arquivamento, Bolsonaro permanece investigado em outros casos, incluindo o inquérito sobre desvio de joias do acervo presidencial, onde também já foi indiciado pela PF.

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