Por que previsões de terremotos falham tanto
Especialista debate as reivindicações de predição de terremotos, ressaltando que a ciência ainda não consegue prever com precisão esses eventos. A importância de estar preparado e as simulações de emergência são essenciais para mitigar riscos em áreas sismicamente ativas.
Brent Dmitruk se autodenomina "previsor" de terremotos e, em outubro, avisou seus seguidores sobre um possível terremoto na Califórnia.
Em dezembro, um tremor de magnitude 7,3 ocorreu na região, levando a um alerta de tsunami e aumentando seus seguidores. Dmitruk defende suas previsões, mas os cientistas afirmam que terremotos não podem ser realmente previstos.
Segundo Lucy Jones, sismóloga com décadas de experiência, é comum a busca por padrões diante do medo, mas isso não é uma previsão verdadeira. Com cerca de 100 mil terremotos registrados anualmente, as pessoas desejam avisos.
A região de Eureka, onde ocorreu o último tremor, é uma das áreas sismicamente mais ativas dos EUA, devido ao encontro de três placas tectônicas.
Embora Dmitruk tenha acertado o local, Jones aponta que um terremoto forte é raro, e a previsão precisa é praticamente impossível. O USGS pode calcular probabilidades em determinados períodos, mas não pode prever eventos individuais.
Terremotos significativos, conhecidos como "Big Ones", ocorrem periodicamente em regiões como Cascadia e a falha de San Andreas.
Dmitruk, sem formação científica, prevê há muito um grande tremor no sudeste do Alasca ou Japão, mas suas datas e magnitudes mudam frequentemente.
Apesar das incertezas, especialistas recomendam que as pessoas estejam preparadas. Um exemplo é o The Great Shake Out, um exercício anual de simulação de terremotos, e o sistema de alerta ShakeAlert, que fornece avisos segundos antes de um tremor.