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Postos, fintechs e portos: saiba quais foram os alvos da PF

Operação Carbono Oculto desarticula esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A ação, que já resultou em prisões e bloqueios de bens, revela a complexidade e a extensão das atividades de organizações criminosas.

Polícia Federal prendeu 6 pessoas em operações contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis em 28 de agosto de 2025.

O esquema envolveu fintechs, fundos de investimentos e até um terminal portuário. Outras 8 pessoas estão foragidas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a ação alcançou a “cobertura” do esquema criminoso. O diretor da PF, Dennis Cali, destacou que “alvos importantes não foram encontrados”.

A subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, indicou estruturas “complexas” e uma “invasão” na economia real e no mercado financeiro.

A operação Carbono Oculto identificou que os criminosos se apropriaram da importação, produção, distribuição e comercialização no setor de combustíveis, usando uma fintech como “banco paralelo” para o PCC.

Resultados da operação incluem:

  • 21 fundos de investimentos bloqueados;
  • Investigação de 40 fundos imobiliários com patrimônio de R$ 30 bilhões;
  • Identificação de irregularidades em mais de 1.000 postos de combustíveis em 10 estados.

Os criminosos possuíam 1.600 caminhões e 100 imóveis, incluindo 6 fazendas avaliadas em R$ 31 bilhões.

Uma força-tarefa com cerca de 1.400 agentes atuou em busca, aprensão e cumprimento de mandados contra 350 alvos. O objetivo é desarticular o esquema do PCC no setor de combustíveis.

A operação envolveu diversas instituições, incluindo o MPSP, Ministério Público Federal, e ANP.

A Receita Federal identificou um “sofisticado esquema” com uso de centenas de empresas operacionais na fraude, e a movimentação ilícita chegou a R$ 23 bilhões em lavagem de dinheiro.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou ser uma das maiores operações da história do Brasil e mencionou a criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado em janeiro de 2025.

Entre os alvos estão empresas como Reag Investimentos e BK Bank, com uma fintech movimentando mais de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024.

A Receita Federal apontou brechas na regulamentação, como a “conta-bolsão”, que dificulta o rastreamento de recursos.

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