Poupança vai ter papel de mitigar volatilidade do juro no crédito imobiliário, diz Abecip
A poupança continuará a desempenhar um papel no crédito imobiliário, focando na estabilização das taxas de juros. A proposta de mudança no modelo de funding pretende ampliar a liberdade dos bancos na alocação de recursos, mantendo a competitividade das taxas de crédito habitacional.
A poupança continuará a ter uma função no crédito imobiliário, mas mais como um mitigador da volatilidade nas taxas de juros, segundo Sandro Gamba, presidente da Abecip.
Gamba afirmou durante a 26ª Conferência Anual do Santander CIB que a poupança ajudará na formação da taxa de mercado e não suportará o crescimento do crédito, já que a diferença entre a taxa de crédito imobiliário e a taxa de mercado deverá reduzir.
O novo modelo de crédito imobiliário no Brasil eliminará o direcionamento da poupança para financiamento, permitindo que bancos usem esses recursos de forma mais flexível, desde que concedam crédito habitacional equivalente.
Atualmente, 65% dos recursos da poupança são direcionados ao crédito imobiliário. Com a nova abordagem, bancos poderão utilizar os recursos da poupança para outros fins, desde que mantenham as concessões de crédito.
- O Banco Central discute a transição de forma positiva.
- A transição se dará de maneira sútil entre cinco a oito anos.
- O estoque de poupança no funding imobiliário é de cerca de R$ 750 bilhões.
- A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) deve ganhar relevância na transição.
Rodrigo Wermelinger, da construtora Plano e Plano, destacou que há pontos em aberto na discussão, especialmente sobre a utilidade de algumas operações no cumprimento das exigências de crédito imobiliário.