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Preço da energia segue avesso ao risco e abre caminho para lucro de grandes geradoras

Decisão do CMSE favorece empresas com energia não contratada e aumenta previsibilidade no setor elétrico. Analistas do Itaú BBA destacam que a manutenção do modelo atual pode impulsionar a valorização das geradoras no mercado livre.

Decisão do CMSE mantém parâmetros de aversão ao risco no modelo de precificação de energia e eleva o Volume Mínimo Operacional (VMinOp) para a região Norte.

Segundo o Itaú BBA, isso deve beneficiar empresas com grande volume de energia não contratada, como Eletrobras (ELET3; ELET6) e Copel (CPLE6). Essas empresas estão entre as recomendações do banco, com performance esperada acima da média (outperform).

O debate sobre a calibragem dos modelos de precificação aumentou após mudanças no modelo Newave e nos parâmetros de Conditional Value at Risk (CVaR), implementadas pelo CPAMP no início de 2023.

Essas mudanças forçaram um despacho térmico antecipado durante estiagens, pressionando os preços de curto prazo. No entanto, alguns agentes do setor questionaram a eficácia do modelo durante períodos úmidos.

Em junho, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou a Consulta Pública 186 para avaliar a manutenção dos parâmetros de CVaR e propor o aumento do VMinOp de 19,1% para 28,0% na região Norte, com 38 contribuições recebidas, a maioria contra as propostas.

Empresas como Eletrobras, Auren (AURE3), Engie (EGIE3), CPFL (CPFE3) e Copel apoiaram a manutenção dos valores atuais no CVaR e a elevação do VMinOp.

A decisão do CMSE, segundo o Itaú BBA, amplifica a previsibilidade para empresas e investidores, garantindo margens de negociação no mercado livre e impactando o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Além disso, integra um processo mais amplo de modernização do setor, incorporando ferramentas computacionais mais complexas e sinalizando uma condução técnica das autoridades, beneficiando agentes com flexibilidade no mercado livre.

A atualização do VMinOp na região Norte pode contribuir para a estabilidade do sistema interligado nacional, mesmo em períodos de menor afluência hídrica.

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