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Prepare-se para um tropeço da IA antes que ela chegue à sua era de ouro

Gigantes da tecnologia enfrentam incertezas sobre retorno de investimentos massivos em IA. Estudo revela que 95% das empresas não estão obtendo lucro com suas iniciativas em inteligência artificial generativa.

Investimento em IA atinge níveis históricos, com Google, Amazon, Microsoft e Meta gastando US$ 750 bilhões em data centers neste e no próximo ano. O Morgan Stanley projeta um total global de US$ 3 trilhões até 2029.

Investidores estão preocupados com o retorno financeiro desse investimento. A especialista Carlota Perez destaca que a IA é uma extensão da revolução da tecnologia da informação, seguindo um ciclo de instalação, disrupção e possíveis bolhas financeiras.

Um relatório do MIT revela que 95% das empresas não estão vendo retorno em IA generativa. Sam Altman, da OpenAI, fez ecoar as preocupações ao afirmar que "alguns investidores provavelmente vão perder dinheiro".

Perez prevê uma possível queda brusca antes da era dourada da IA, mencionando que a instabilidade nos mercados de capitais e a dívida global exacerbam os riscos.

A revolução atual se distingue por ser impulsionada tanto por software quanto por hardware, permitindo escalar rapidamente. O ChatGPT exemplifica isso, com 700 milhões de usuários em três anos.

Entretanto, a competição internacional e a dinâmica do mercado levantam questões sobre como as empresas de IA capturarão ganhos financeiros. As inovações em áreas como biotecnologia e robótica oferecem oportunidades, mas também riscos.

Perez alerta que a sociedade deve moldar a revolução em benefício próprio, alertando sobre a concentração de poder corporativo e as consequências da mudança climática. O caminho a seguir é o tema de seu próximo livro.

Concluindo, há um risco de que o mundo falhe em aproveitar essa oportunidade se o foco não for adequado nas questões sociais e econômicas.

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