Presidência brasileira do Brics não busca desdolarização da economia, diz Rosito
Tatiana Rosito esclarece que não há discussões sobre uma moeda comum entre os países do Brics e descarta movimento de desdolarização. A agenda do Brasil visa apenas reduzir custos de transações financeiras e incentivar comércio dentro do grupo.
A secretária de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, afirmou que não há discussões formais sobre a criação de uma moeda comum entre os países do Brics, que inclui África do Sul, Brasil, China, Índia, entre outros.
Rosito, que coordena a trilha financeira do Brics, também negou um movimento de desdolarização entre os países em desenvolvimento, ressaltando que as transações em moedas locais representam um percentual baixo do comércio mundial.
“Estamos falando de percentuais baixos para reduzir custos nas transações, não de mudanças abruptas”, disse Rosito. Ela comentou sobre impactos de eventuais sanções do presidente americano Donald Trump, citando que o Brasil pretende continuar a agenda de redução de custos entre os países do Brics.
Os países do Brics representam 25% das exportações globais e 20% das importações. A agenda discute a diminuição de custos de transações e a ampliação do uso de tecnologias como Pix e Drex.
Além disso, o Brasil busca um financiamento climático "mais ousado" dada a presidência do Brics e da COP 30. Rosito destacou que a mobilização de US$ 1,3 trilhão de fontes públicas e privadas está em discussão, mas não novos financiamentos climáticos.
Os ministros de finanças e presidentes de Bancos Centrais se reunirão em 5 de julho no Rio de Janeiro, com a cúpula de chefes de Estado marcada para os dias 6 e 7 de julho.
Serão realizados cerca de 30 seminários e workshops virtuais até a cúpula.