Presidente da CMPI do INSS: “Governo queria pouca visibilidade, mas terá desgastes”
Senador Carlos Viana assume presidência da CPI do INSS e promete investigação imparcial. Ele afirma que desgastes políticos para governo Lula e Bolsonaro são inevitáveis ao longo dos trabalhos da comissão.
Presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito pela oposição e prevê desgastes inevitáveis para o Palácio do Planalto. Ele afirma: “Eles queriam uma CPI com pouca visibilidade e transparência.”
Viana sugere que Frei Chico, irmão do presidente Lula, poderá ser convocado se houver provas de envolvimento nas fraudes. Ele se reunirá com o ministro André Mendonça do STF para solicitar acesso aos inquéritos.
A presidência de Viana simboliza uma vitória da oposição. Ele ressalta: “Queremos uma investigação séria, sem ideologia, focada nos fatos.” Na próxima quinta-feira, serão ouvidos os primeiros funcionários do INSS.
Viana também confirmou que todos os ministros da previdência serão convocados. A CPI abordará os governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula com um trabalho estruturado.
Quando questionado sobre a convocação de Frei Chico, ele afirmou que só ocorrerá se houver comprovação de envolvimento e não por motivos políticos.
Sobre a pressão de governistas, Viana mencionou ter conversado com a ministra Gleisi Hoffmann e outros senadores, que pediram previsibilidade nas articulações.
Viana acredita que a saída de senadores Omar Aziz e Renan Calheiros não altera significativamente a dinâmica da CPI, desde que sejam substituídos por governistas.