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Presidente de Cuba vem ao Brics sem resolver dívida com Brasil e sob cerco de Trump

Cuba enfrenta impasse financeiro com Brasil enquanto Díaz-Canel é convidado a participar da Cúpula do Brics. Diálogo sobre a dívida de US$ 1,2 bilhão permanece sem avanço, complicando novas negociações comerciais.

Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba, participará pela primeira vez da Cúpula de Líderes do Brics, convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cuba será representada como país parceiro.

O convite acontece apesar da dívida de US$ 1,2 bilhão com o Brasil, que está pendente de negociação. Cuba reconheceu a dívida, mas informou não ter como pagá-la atualmente, gerando impasse.

A dívida compõe-se de:

  • US$ 742 milhões (indenizações, atrasos e juros até fevereiro);
  • US$ 459 milhões a vencer.

O governo Lula planeja uma mesa de negociação para discutir a dívida e avaliar a criação de linhas de crédito a Cuba. Entretanto, os cubanos afirmam que não têm condições de quitar a dívida, dificultando o andamento das negociações.

Além disso, os governos tentam agendar uma conversa entre Lula e Díaz-Canel durante o Brics, mas a bilateral ainda não está confirmada.

Cuba enfrenta problemas econômicos, como apagões e crise alimentar, além de uma maior pressão dos EUA sob a administração Donald Trump.

As discussões sobre a dívida com Cuba, que pararam desde 2018, progrediram em 2022, mas não avançaram para a próxima fase. A relação de Lula com Cuba permanece forte, com várias reuniões bilaterais.

Cuba obteve apoio do Brasil para se tornar parceiro do Brics no ano passado, embora Díaz-Canel não tenha comparecido a um evento Brasil-Caribe recente, enviando seu vice-presidente em seu lugar.

Com informações do Estadão Conteúdo - Publicado por Fernando Dias

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