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Presidente do Equador pede apoio militar aos EUA em reunião com Trump

Noboa busca apoio militar dos EUA para combater o narcotráfico às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Presidente equatoriano se alia a forças internacionais em uma política de linha dura contra gangues locais.

Presidente do Equador, Daniel Noboa, busca apoio militar dos EUA na luta contra o narcotráfico durante reunião em 29 de março com Donald Trump.

Essa declaração ocorre às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 13. Noboa, aliado dos EUA na América Latina, afirmou que o Equador está aberto à cooperação internacional.

Em entrevista, ele destacou: "Os Estados Unidos irão ajudar a patrulhar, não apenas no combate ao narcotráfico, mas também nas questões de pesca ilegal." Atualmente, Noboa está tecnicamente empatado com Luisa González, candidata de esquerda, conforme pesquisa do instituto Altica Research.

Noboa propôs ao Congresso a eliminação da proibição de bases militares estrangeiras, permitindo a reintegração de bases americanas, como a de Manta, desativada em 2018.

Além disso, o presidente anunciou uma aliança com Erik Prince, fundador da polêmica Blackwater. O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, explicou que o grupo de consultoria e treinamento já está chegando ao país.

Noboa enfatizou que tropas estrangeiras estarão sujeitas à lei local e à supervisão das Forças Armadas e da polícia do Equador. Ele também mencionou que Trump revisará o pedido de inclusão das gangues locais na lista de organizações terroristas.

O presidente e Trump discutiram segurança, migração e relações comerciais. Os EUA são o principal parceiro comercial do Equador, que utiliza o dólar como moeda corrente.

O segundo turno revelará a percepção social predominante em relação aos antagonismos políticos: o movimento anti-Noboa vs. o anti-Correa.

Esse eleitorado já é familiar com a disputa de 2023, onde Noboa ganhou a eleição com 52% dos votos.

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