Pressionado por Trump, Panamá compra caças da Embraer
Panamá anuncia compra de aviões de combate da Embraer em meio a pressões dos EUA por controle do canal. O país, sem Forças Armadas desde 1990, busca fortalecer sua capacidade militar com a aquisição dos Super Tucano.
Panamá compra aviões de combate da Embraer sob pressão dos EUA
O Panamá anunciou a compra de quatro A-29 Super Tucano da fabricante brasileira Embraer, durante a feira militar LAAD no Rio. O valor do negócio ainda não foi divulgado.
Desde 1990, o Panamá não possui Forças Armadas, contando apenas com 17 pequenas aeronaves de transporte e vigilância. Márcio Monteiro, da Embraer Defesa, destacou que o Super Tucano é uma plataforma comprovada com muita experiência em combate.
A relação entre a compra e a pressão do presidente Donald Trump não foi confirmada pela Embraer, que informou que o negócio está sendo conduzido pelo Serviço Aeronaval do Panamá.
A venda de aviões, que conta com componentes americanos, está sob a supervisão dos EUA. Historicamente, a venda do Super Tucano foi vetada para países hostis, como a Venezuela.
Desde sua posse, Trump expressou interesse em retomar o controle do canal do Panamá, citando preocupações com a influência chinesa na região. A pressão levou o Panamá a romper acordos com a China e firmar um novo com uma empresa americana.
O Super Tucano tem se destacado no mercado, com 290 aeronaves vendidas ou encomendadas em 21 países. Portugal se tornou o primeiro operador na OTAN com uma encomenda de 12 unidades, e a Embraer prevê um potencial de 540 aviões no mercado.
Hoje, o Super Tucano domina 61% do seu nicho de mercado e acumulou 600 mil horas de voo, sendo 10% disso em combate, demonstrando sua eficácia em missões como no combate às narcoguerrilhas na Colômbia.