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Previdência sofre revés com mudanças no IOF

Incertezas sobre nova cobrança de IOF causam queda significativa na captação da previdência privada em junho, com impacto nos resultados do primeiro semestre. Especialistas indicam que ajustes nos produtos podem ser essenciais para reverter a tendência e recuperar atratividade no setor.

Indústria da previdência privada enfrenta dificuldades em junho devido à incerteza sobre um novo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O imposto de 5% seria aplicado sobre aportes acima de R$ 50 mil, posteriormente alterado para R$ 600 mil no VGBL. Essa dúvida fez investidores migrarem para produtos financeiros isentos de IR, como CRAs, CRIs e fundos de debêntures.

A captação líquida da previdência privada ficou negativa em R$ 3,11 bilhões, uma queda de 178% em relação ao ano anterior. Apesar do acumulado positivo no semestre de R$ 6,39 bilhões, houve uma retração de 78,8% comparado a 2024.

Edson Franco, presidente da Fenaprevi, destaca o impacto do IOF. Produtos como VGBL e PGBL já sofrem tributações de IR, e o setor atualmente financia 13% da dívida pública com reservas de R$ 1,7 trilhão.

A Brasilprev registrou uma queda de 40% na arrecadação em junho. A presidente Ângela Assis ajustou a meta de crescimento de 12%-16% para 9%-12%, reforçando a atratividade do VGBL no longo prazo.

O Bradesco, com R$ 367 bilhões, ajustou-se rapidamente às novas exigências do IOF e acredita na atratividade do PGBL. No primeiro semestre, a captação líquida foi de R$ 2,6 bilhões, uma queda de 69%.

O Itaú Unibanco, com R$ 319 bilhões, teve captação líquida positiva de R$ 7,2 bilhões, embora inferior a 2024. A empresa orientou investidores diante das mudanças, buscando mantê-los no portfólio.

O mercado espera que flexibilizações do Marco Regulatório de fevereiro de 2024 ajudem a mitigar os efeitos negativos do IOF.

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PF