Privatização dos serviços de água e esgoto vai alcançar metade do país
Investimentos em saneamento básico devem crescer para R$ 70 bilhões em 2024, com foco em novas concessões no Norte e Nordeste. Apesar do avanço, a meta de universalização até 2033 ainda exige um total de R$ 900 bilhões em recursos.
Investimentos em Saneamento Básico devem chegar a R$ 70 bilhões em 2023, ampliando a presença de operadores privados em 2.764 municípios até 2026.
A universalização do saneamento, prevista para dezembro de 2033, requer R$ 900 bilhões em recursos. A Abcon Sindicon prevê 26 processos licitatórios em 2025 para 849 municípios.
Os investimentos de R$ 92,4 bilhões em 2022 se destacaram com a desestatização da Sabesp e leilões em estados como Piauí, Sergipe e Paraná.
As regiões Norte e Nordeste devem concentrar quatro dos cinco maiores leilões de 2023, com destaque para o leilão do bloco regional do Pará, programado para a segunda semana de abril.
A Aegea investiu R$ 10,4 bilhões em 2024, ampliando 400 mil ligações de água para 1,2 milhão de pessoas. O Grupo Águas do Brasil viabilizou R$ 388 milhões para cinco ETEs na região Serrana do Rio e comprometeu-se a investir R$ 4 bilhões em 35 anos.
Gesner de Oliveira alerta que o aumento das taxas de juros pode impactar a viabilidade econômica das concessões, mas as perspectivas para o setor permanecem positivas. Para garantir previsibilidade e segurança jurídica, é essencial que as concessões sejam bem estruturadas.