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Problema de taxar super-ricos é a classe política, não a população, diz Haddad

Haddad critica a classe política como obstáculo à taxação dos super-ricos e defende que a proposta pode reduzir desigualdades sem impactar negativamente as famílias envolvidas. O ministro destaca a importância de integrar questões socioambientais nas soluções propostas para crises contemporâneas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, em conferência na Universidade Sciences Po, em Paris, que o principal obstáculo para implementar a taxação dos super-ricos é a classe política.

Segundo ele, a população está 100% aberta a ouvir propostas de bom senso para um futuro comum.

Haddad descreveu a taxação de três mil famílias, que detêm US$ 15 trilhões, como uma maneira de combater a desigualdade sem causar prejuízos, enfatizando que “nenhuma dessas famílias vai passar fome”.

A taxação poderia financiar o combate a problemas financeiros e socioambientais, como as enchentes no Rio Grande do Sul.

O ministro ressaltou que questões socioambientais não são apenas tecnológicas, e que é necessário repensar as relações sociais dentro e entre os países.

Haddad também mencionou que “há dinheiro sobrando no mundo” e que as propostas brasileiras nos fóruns internacionais consideram as disparidades entre nações.

  • Taxação de super-ricos leva em conta a questão social.
  • Conflitos geram rápida disponibilidade de fundos para armamentos.
  • O sucesso do projeto depende da profundidade das democracias.

O ministro acredita que é um teste do quanto a democracia pode ir além do interesse pessoal.

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