Putin propõe governo provisório na Ucrânia sem Zelensky antes de negociar a paz
Putin propõe administração de transição na Ucrânia com apoio da ONU, excluindo Zelensky das negociações. A proposta surge em meio a discussões internacionais sobre segurança e tentativas de paz, mas é rejeitada por Kiev como uma manobra para adiar o fim do conflito.
Putin propõe "administração de transição" na Ucrânia sob tutela da ONU, sem a participação de Zelensky, antes de negociações de paz. A sugestão veio após reunião de aliados europeus em Paris.
O presidente russo mencionou a proposta durante uma visita a Murmansk, após contatos diplomáticos dos EUA com delegações dos dois países. Ele afirmou que essa administração organizaria uma eleição presidencial democrática.
Zelensky classificou a ideia como uma manobra para adiar a paz, acusando Putin de atrasar qualquer negociação para o fim da guerra.
O líder ucraniano, cujo mandato termina em 2024, enfrenta desafios devido à Lei Marcial que proíbe eleições. Apesar disso, especialistas indicam que a prioridade ucraniana é vencer a guerra.
Após reuniões na Arábia Saudita, os EUA anunciaram um acordo para conter hostilidades, mas a Rússia impôs condições, como o fim das sanções. Putin declarou que suas tropas têm a iniciativa estratégica.
O presidente russo também rejeitou um cessar-fogo sem condições, embora tenha prometido não atacar instalações de energia ucranianas por 30 dias—uma promessa que ambos os lados acusam o outro de violar.
Por fim, um bombardeio ucraniano causou incêndio em uma estação de gás na Rússia, enquanto o exército russo alegou ter retomado uma localidade na região de Kursk, com avanços no nordeste da Ucrânia.