Putin sugere governo de transição na Ucrânia sem Zelenski antes de negociar
Putin propõe governo de transição na Ucrânia sob tutela da ONU, o que gera apreensão entre aliados de Kiev. A possibilidade de um acordo de paz é prejudicada pelas novas condições estabelecidas pela Rússia.
Putin propõe governo de transição na Ucrânia sob tutela da ONU
No dia 28 de setembro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu a formação de um governo de transição na Ucrânia sem a participação do presidente Volodimir Zelenski. A proposta foi feita antes de negociações de paz.
Putin comentou a proposta após reuniões em Paris entre aliados europeus da Ucrânia sobre garantias de segurança. Não houve consenso sobre o envio de tropas para supervisionar um possível acordo de paz.
A retorno de Donald Trump ao poder nos EUA e seus diálogos com Moscou geram preocupações na Ucrânia e na Europa acerca de uma paz que beneficie a Rússia.
Durante sua visita a Murmansk, Putin afirmou: "Poderíamos discutir..., a possibilidade de estabelecer um governo de transição na Ucrânia". Ele mencionou que isso levaria à organização de eleições presidenciais democráticas e ao início de negociações de paz.
O conflito na Ucrânia, que dura mais de três anos, é o maior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A lei marcial em vigor impede a realização de eleições.
Após encontros na Arábia Saudita, os EUA anunciaram um acordo para suspender combates no mar Negro, considerado um passo inicial para a paz. A Rússia, no entanto, impôs novas condições, incluindo o fim das sanções ocidentais.
Zelenski criticou: "Tudo o que [Putin] faz é atrasar a possibilidade de negociação". Durante seu encontro com militares, Putin disse que suas tropas "têm a iniciativa estratégica".
Kiev também anunciou a recuperação de 909 corpos de soldados ucranianos, a maior troca desde o início do conflito em 2022.